O gato com vertigens é um blog que se destina a todos aqueles que tiverem algo de inteligente para dizer ou que queiram aprender mais sobre o mundo em que vivemos. Quer seja um comentário a uma notícia, um elogio, uma celebração, um desabafo ou uma denúncia, a sua opinião é bem-vinda.

 

Quarta-feira, 5 de Março de 2008

História do mundo virtual

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são. Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impede-me de o dizer. Digo que está tudo bem.
- Deixe-o ficar. – E que trouxesse o pão e uma refeição decente para ele. Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, queria livrar-me de questionários desses).
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Senhor, você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo nesse mundo virtual.
- Tens computador?!
Exclamo eu, incrédulo.
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual. A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa. A minha irmã mais velha sai todo o dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo. O meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de Natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia. Isto é virtual, não é, senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino acabasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um:
- Brigado senhor, você é muito simpático!
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!
 
Agora, tem duas escolhas...
1. Enviar este post aos amigos e amigas, ou
2. Ignorá-la, fingindo que não foi tocado por ela!
Como pode ver, escolhi a primeira.
Fonte: Recebido por e-mail.
E eu acrescento:
Faça da sua vida uma partilha com aqueles que ama!
publicado pelo gato Straycat às 19:57

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Persiste e resiste…

"Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...


Mas o que é mais importante não muda;

A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr através dos anos, trota.
Quando não conseguires trotar, caminha.
Quando não conseguires caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!"


"Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor."

Madre Teresa de Calcutá

publicado pelo gato Straycat às 18:08

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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Siga o seu sonho... não deixe que ninguém o roube!

Tenho um amigo, chamado Monty Roberts, que tem um rancho em San Isidro. Ele emprestou-me a sua casa para realizar eventos com a finalidade de angariar dinheiro para programas em prol dos jovens em perigo.
Tenho um amigo, chamado Monty Roberts, que tem um rancho em San Isidro. Ele emprestou-me a sua casa para realizar eventos com a finalidade de angariar dinheiro para programas em prol dos jovens em perigo. Da última vez em que estive lá, ele apresentou-me dizendo:
- Quero dizer-lhes porque deixo Jack usar a minha casa. Isso remonta a uma história de um jovem, filho de um treinador de cavalos itinerante, que vivia de estrebaria em estrebaria, de pista de corridas em pista de corridas, de fazenda a fazenda e de rancho em rancho, treinando cavalos. Consequentemente, o curso secundário do garoto era constantemente interrompido. Quando estava no último ano, pediram-lhe que escrevesse sobre o que queria ser e fazer quando crescesse.
Naquela noite, escreveu sete páginas sobre o seu objectivo de algum dia possuir um rancho de cavalos. Descreveu os seus sonhos com riqueza de pormenor e até fez um desenho de um rancho de 80 hectares, mostrando a localização de todos os prédios, as estrebarias e a pista. Então, desenhou pormenorizadamente o rés-do-chão de uma casa de 400 m2, que edificaria nos 80 hectares do rancho dos seus sonhos.
Ele colocou todo o seu coração no projecto e no dia seguinte entregou-o ao professor. Dois dias depois recebeu o seu trabalho de volta. Na página da frente havia um grande «F» vermelho (um Mau) e uma mensagem que dizia: «Procura-me depois da aula.»
O garoto do sonho foi ter com o professor da aula e perguntou:
- Por que é que tive um «F»?
O professor disse:
Este é um sonho irreal para um rapaz como tu. Não tens dinheiro, vens de uma família itinerante. Não tens recursos. Ter uma coudelaria requer muito dinheiro. Tens de comprar a terra. Tens de comprar os primeiros animais e, mais tarde terás de pagar impostos enormes. Não é possível realizares isso um dia.
E o professor acrescentou:
- Se escreveres o exercício com um objectivo mais realista, reconsiderarei a tua nota.
O garoto foi para casa e pensou muito naquilo. Perguntou ao seu pai o que deveria fazer. O seu pai disse:
- Olha filho, tens de decidir isso sozinho. No entanto, acho que é uma decisão muito importante para ti.
Finalmente, depois de se sentar diante do trabalho durante uma semana, o garoto devolveu o mesmo papel, sem fazer nenhuma alteração. E declarou.
- Pode ficar com o seu «F», que eu ficarei com o meu sonho.
Monty voltou-se para o grupo e disse:
- Estou a contar-lhes esta história porque estão sentados na minha casa de 400 metros quadrados, bem no meio da minha coudelaria de 80 hectares. Ainda tenho aquele trabalho escolar emoldurado em cima da lareira.
E acrescentou:
- A melhor parte da história é que, há dois Verões, aquele mesmo professor trouxe 30 garotos para acampar no meu rancho durante uma semana. Quando estava para ir-se embora o professor disse:
- Olha Monty, posso dizer-te isto agora. Quando eu era o teu professor, eu era um tipo de ladrão de sonhos. Durante aqueles anos, roubei os sonhos de uma série de alunos. Felizmente, tiveste juízo suficiente para não desistir dos teus.
Não deixe que ninguém roube os seus sonhos. Siga o seu coração, aconteça o que acontecer.
Jack Canfield
Fonte: recebido por e-mail.
E eu acrescento: Torne-se aquilo que sonhou!
publicado pelo gato Straycat às 00:16

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